Quem chega:
Audi A3 2009 • Citroen C4 Pallas Flex • Kia Sportage • Subaru Forester • Fiat Stilo 2009 • Troller T4 2009 • Volvo S40 e V50 2009 • Ford Ranger 2009.
Quem vai embora:
Nissan Frontier 2.5 SEL Diesel • Ssang Yong Rexton II 3.2 4x4 AUT
O novo Viper SRT-10 conta com um motor V10 de 8,3 litros com 500 cv de potência. É brutal...
Face à geração anterior o habitáculo tornou-se mais racional e funcional
Agarre a vida pelos cornos - é o lema da Dodge nos Estados Unidos. É um título (talvez) muito radical na Europa meridional, apesar de se adaptar na perfeição ao novo Viper SRT-10. Este roadster é um "bicho" com uma força de 500 cv de potência que, para ser domado, exige a determinação de um forcado, apesar de nesta altura do ano não ser politicamente correcto resvalar para o caminho das touradas, devido às conotações com Barrancos e a sua tradição...
O "novo" motor passou para 8,3 litros e a potência chegou aos 500 cv Seja como for, tal como o forcado é obrigado a descobrir as manhas ao bicho para o poder agarrar, guiar o Viper SRT-10 rapidamente se transforma em pilotagem e só alguns privilegiados podem retirar todo o prazer da sua condução. O modelo anterior já era conhecido pela sua agressividade e se algumas pontos foram burilados, tornando-o mais previsível, a nova geração ainda se apresenta mais impressionante: mais potente (cerca de 50 cv) e mais leve (perto de 20 kg), o novo Viper tem uma relação peso/potência da ordem dos 3,07 kg/cv, um valor digno de um carro de competição. Por isso, este roadster que procura um lugar na galeria dos ícones dos automóveis desportivos americanos é capaz de passar de 0 a 100 km/h em menos de quatro segundos e atingir uma velocidade de 305 km/h, afirmando-se como um dos veículos mais rápidos do mundo. Mas se o novo SRT-10 é uma nova aposta da Dodge, para trás fica a saga do Viper. A história teve início em 1989 com a apresentação do concept RT-10, que deu origem ao roadster apresentado três anos mais tarde. Em 1993 surgiu o coupé GTS. Depois, ao longo dos anos, estes modelos foram evoluindo, tendo conhecido a segunda geração em 1996, muito alterada e mais potente. No entanto, a proposta que agora está pronta para chegar ao mercado americano vai mais longe. Para além da alteração do design (com a assinatura de Osamu Shikado) apresentar linhas mais fluidas, mais vincadas e também mais elegantes, não foge à imagem criada há 13 anos, assumida pelos técnicos de marketing, como a via a seguir. Surgiu assim um roadster mais consensual, apesar de manter um estilo assumidamente americano, outra imposição do marketing que pretende vincar a imagem "made in USA". Mais espaçoA alteração do estilo esconde algo com uma importância capital: o aumento da distância entre eixos (6,6 centímetros), ditada pela necessidade de melhorar o comportamento dinâmico. Este dado permitiu redesenhar - e ampliar - o habitáculo e criar um vão para a arrumação da capota de lona (comando manual) sem condicionar muito o volume da bagageira.
Face à geração anterior o habitáculo tornou-se mais racional e funcionalA posição anacrónica da ante-rior geração do Viper que deixava o condutor com os pés completamente desalinhados com o banco, a cabeça demasiado próxima do pilar anterior e o mau posicionamento da alavanca da caixa de velocidades, foi radicalmente alterada. É certo que a enormidade da caixa de velocidades rouba muito do espaço central para os pés (à esquerda e à direita), fazendo com que os pedais continuem desalinhados com o banco do condutor, embora a situação tenha melhorado radicalmente. O espaço deixou de ser tão claustrofóbico, graças ao reposicionamento do pilar anterior, da mesma forma que o design do tablier, virado para o condutor, garante uma maior acessibilidade quer aos comandos situados na consola, quer ao comando da caixa de velocidades, com um curso mais curto e preciso. O painel de instrumentos também foi reformulado, apresentando em posição central o conta--rotações, uma opção que vai ao encontro do carácter desportivo, que também ditou a adopção de bacquets preparadas para receber cintos de segurança de seis apoios. Super motorO motor V10 de 8.0 litros de cilindrada com 450 cv de potência que animava os Viper foi tão radicalmente alterado que quase se pode falar numa nova motorização. Tanto o bloco como a cabeça foram redesenhados. A cilindrada cresceu para 8,3 litros e a potência para 500 cv às 5600 rpm. O binário é alucinante: 720 Nm às 4200 rpm e logo às 1900 rpm está disponível cerca de 90 por cento do valor máximo, o que diz bem da elasticidade deste motor.
Para resistir a toda esta força, a transmissão - às rodas traseiras, como não poderia deixar de ser - foi repensada, tendo assumido elementos comprovados no GTS-R de competição que venceu campeonatos e já ganhou a categoria nas 24 Horas de Le Mans. A proximidade dos projectistas com o mundo da competição, ou este Viper não fosse fruto do trabalho da Performance Vehicles Operations (PVO), também permitiu que os ensinamentos recolhidos nas corridas ajudassem à definição da suspensão que, mantendo uma arquitectura independente às quatro rodas, foi totalmente reformulada, contando com molas em aço especial e amortecedores em alumínio que, a par da utilização do titânio, fibra de carbono e resina injectada permite reduzir o peso de vários elementos da carroçaria. O aumento das performances do Viper exigiu uma maior capacidade de travagem. Por isso, os discos de travão dianteiros da versão anterior foram montados na traseira, enquanto à frente foram adoptados discos de maiores dimensões. Ao mesmo tempo foram escolhidas pinças Brembo de maior dimensão, pelo que a Dodge reivindica a possibilidade de passar de 100 a 0 km/h em apenas 33 metros. O ABS é o único auxiliar de condução disponível num modelo que se assume como um verdadeiro desportivo para ser utilizado por verdadeiros especialistas, o que levou os seus projectistas a abdicarem do recurso à electrónica e aos elaborados sistemas que têm disponíveis no seio do Grupo Daimler/Chrysler
Algumas novidades da Citroen para a linha 2008 nós já sabíamos, como por exemplo, a Picasso 2008, que mostramos aqui no BWC essa semana, e também o motor 2.0 Flex do C4 Pallas. Mas além disso, a Citroen informa que está analisando a possibilidade de usar o motor 1.6 Flex no C4 Pallas.
Este motor hoje está equipando o C3 e também a Picasso, então já está mais do que testado e aprovado. Este motor seria colocado em uma versão mais simples, básica, do Citroen C4 Pallas, isso no final de 2008. Essa é uma possibilidade. Não que essa versão seria super pelada, mas seria assim como um Vectra Expression, entende?
Já o motor 2.0 Flex está super confirmado, e entrará primeiramente na Xsara Picasso 2008 e depois no C4 Pallas. No primeiro mês de vendas, o C4 Pallas já chegou a 950 unidades, um número bom. A Citroen diz que foram apenas 950 unidades por que o carro mal chegou nas lojas, ou seja, ainda não há um estoque bom.
Cerca de 60% das vendas do C4 Pallas neste primeiro mês foram da versão Exclusive, e 40% da versão GLX.